Saúde

 

O risco de cancro pode cair 42% se perder estes hábitos
Um novo estudo da Sociedade Americana do Cancro revela que pequenos gestos diários são capazes de travar o aparecimento da doença.

Na hora de determinar uma causa para o cancro, são vários os fatores que podem entrar nesta equação. Da genética à má sorte, passando ainda pelo aparecimento de outras doenças (inclusivamente infecciosas), há um fator que depende única e exclusivamente da pessoa: os hábitos diários.

Seguindo a linha de pensamento de vários outros estudos sobre o cancro, a Sociedade Americana do Cancro publicou agora uma investigação em que reforça a ideia de que o risco da doença pode cair em 42% se a pessoa perder determinados maus hábitos diários.

Para o estudo, os cientistas analisaram fatores estáveis de cancro e o seu respetivo risco para estimar a percentagem de aparecimento de 36 diferentes tipo de tumores. Entre os fatores de risco estavam doenças infecciosas (como o vírus do papiloma humano e a sida -, mas também hábitos que dependem única e exclusivamente das escolhas individuais de cada pessoa, como fumar ou estar constantemente exposto ao fumo do tabaco, ter excesso de peso, consumir demasiadas bebidas alcoólicas, comer carne vermelha e/ou carne processada, não consumir frutas e vegetais, fibra e cálcio suficientes todos os dias, ser sedentário e expor-se indevidamente aos raios ultravioleta, conta o site WebMed.

Para determinarem o 'poder' de cada um destes fatores, os investigadores norte-americanos recorreram a uma fórmula matemática e descobriram que o risco de desenvolver a doença é de 42% quando em causa estão os hábitos diários acima mencionados. Diz ainda o estudo que 45,1% das mortes por cancro estão relacionadas com estes fatores.

De acordo com o estudo, o tabaco, por exemplo, pode desencadear o cancro oral, o cancro no esófago, o cancro nos intestinos, o cancro no pulmão, o cancro nos rins, leucemia, entre outros. Já a exposição recorrente ao fumo dos cigarros pode desencadear o cancro nos pulmões, nos brônquios e na traqueia.

O excesso de peso foi, por seu turno, associado ao cancro do esófago, estômago, colon-rectal, fígado, pâncreas, mama (mais nas mulheres), útero, ovários, rins e ainda tiroide e múltiplos melanomas. Na prática, um em cada quatro cancros pode ser evitado pela ação humana, sendo que 85% dos casos de cancro do pulmão podem ser previamente evitados, tal como 71% dos casos de cancro no fígado, 54% dos casos de cancro colon-rectal e 29% de cancro dos casos de cancro da mama.

No que diz respeito à ação de doenças infecciosas - algumas delas contraídas com outros tipos de hábitos de risco, como sexo desprotegido - foram associadas a seus tipos de cancro, incluindo o que afeta o estômago, o fígado, a garganta e os órgãos genitais de ambos os géneros, explica o site.

Diferenças entre géneros

No caso das mulheres, o tabagismo, o excesso de peso, o consumo de álcool, o sedentarismo, a exposição a raios ultra-violeta, a infeção pelo vírus do papiloma humano, o consumo reduzido de frutas e vegetais, o baixo consumo de fibra, o consumo elevado de carnes processadas e a infeção por Helicobacter pylori são os principais fatores de risco preveníeis.

Já no que diz respeito ao sexo masculino, o número de casos de cancro poderia ser menor se os homens perdessem hábitos como o tabagismo. O consumo elevado de álcool, o consumo insuficiente de frutas e vegetais, o consumo elevado de carne processada, o baixo consumo de fibra e o sedentarismo são também dos fatores que mais pesam no aparecimento da doença, tal como o excesso de peso, o vírus da imunodeficiência humana e ainda o vírus do papiloma humano.


O cancro é uma doença do foro oncológico descrita como uma doença multifatorial que provoca a proliferação de células de forma anormal e a diminuição da apoptose.


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