Cotidiano

Petróleo

A desvalorização dramática dos preços do petróleo desde o pico atingido no início de outubro pelo barril aparentemente atingiu um piso recentemente, depois de o valor da commodity despencar mais de 20% num período de aproximadamente um mês.

Os preços do petróleo caíram em função da notícia de que os Estados Unidos isentaram algumas empresas de aplicarem imediatamente um embargo ao petróleo vendido pelo Irã e de receios quanto à inexistência de um acordo capaz de interromper ou mitigar a guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, o que prejudica as economias dos dois países e, consequemente, o consumo de petróleo nos principais mercados para a commodity.

Parte da retomada nos preços observada ao longo das últimas sessões deve-se à expectativa de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) anunciará cortes na produção em sua próxima reunião, marcada para 6 de dezembro, e diante do otimismo dos investidores quanto à hipótese de os presidentes dos Estados Unidos e da China, Donald Trump e Xi Jinping, respectivamente, chegarem a um entendimento sobre a relação comercial das duas nações no final deste mês, durante a reunião de cúpula do G-20 (grupo que reúne economias mais industrializadas e países emergentes).

Se o cenário se confirmar, analistas apontam que os preços do petróleo devem devolver parte da queda de outubro, com o Brent se aproximando dos US$ 70 o barril. Caso contrário, a expectativa é de manutenção dos preços nos níveis recentes ou queda para em torno dos US$ 60 o barril.

O movimento dos preços do petróleo será particularmente relevante nas próximas semanas porque, em conjunto com a variação do câmbio, ditará o rumo do preço dos combustíveis no encerramento de 2018, com maior ou menor impacto na inflação e sobre a política monetária. A gasolina está 27% mais barata na comparação com o início de outubro, e isso deve ser refletido na prévia da inflação de novembro, cuja divulgação está prevista para sexta-feira (23). Na leitura da inflação de outubro, os combustíveis sozinhos foram responsáveis por um terço da variaçaõ do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)..

 


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